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21 February ...things to do before I die...[o pensamento]
hoje de manhã vim contemplando a vida como sempre faço no meu caminho em direção ao trabalho (ou em direção à qualquer outro lugar também).
Fico olhando as ruas, as pessoas, os carros parados esperando o farol abrir, e pensei no que faria caso descobrisse que estou a ponto de morrer (minhas dores de estômago voltaram e em determinados momentos elas parecem perfurar minhas costas! já fiz exames e sei que não é o caso de uma doença me comendo por dentro, pelo menos não o tipo de doença que pode colocar um prazo breve para os meus dias).
[minha vida sem mim]
acho que como no filme, meu primeiro passo seria fazer a lista, meus afazeres antes de morrer, e depois, com certeza pensaria em como gostaria que as coisas e principalmente as pessoas seguissem sem que eu estivesse por perto.
acho que não teria, no entanto, a coragem e a força que a moça do filme teve, em viver seus últimos dias guardando apenas para sia a sua própria morte e enfrentando a vida cotidiana como cotidiana mesmo, em sua superfície, mesmo que a vida cotidiana só seja superficial mesmo para os burros, na minha opinião, mas mesmo assim, sem dividir com aqueles que a amam e que são amados por ela o fato de que em breve ela já não estaria mais alí.
acho até que minha reação, da notícia em diante, seria das piores possíveis. tratamento? sim! acho que aceitaria e correria o risco de sobreviver dalí em diante, pois para mim sempre pareceu que essa doença em especial às vezes está dentro de nós por muitos e muitos anos e convivemos com ela quase que perfeitamente, com exceção de uma dor de estômago, por exemplo, mas à partir do momento em que ela é encontrada, acidentalmente por muitas vezes, pronto! o desgaste e a morte começam a ser sentidos e vividos.
viver a morte. a morte eminente.
pode ser. não sei. se é mesmo psicossomático, então dalí em diante a culpa é toda sua por padecer. de sempre em diante a culpa foi toda sua.
enfim, seguindo com a lista, fiquei pensando em quantas coisas deveriam ser vividas e modificadas. acho que só no limite mesmo é que somos verdadeiramente capazes de agir 100% de acordo com a vontade, com o instinto.
pensei nas pessoas que abraçaria, que beijaria, no tempo que me vejo desperdiçando agora e que seria com certeza o mais valioso do mundo. de qualquer forma, prazo todos nós temos e não somos, em nossa maioria, capazes de admitir e conviver com a idéia de que pode ser que o nosso expire hoje. mais tarde. já já.
bem, sendo assim me parece um pouco estúpido que eu siga com a minha atitude do momento. me parece estúpido que eu continue perdendo tempo por medo e insegurança e que eu continue, principalmente tocando minha vida com planos mirabolantes e idéias para o futuro.
bem de qualquer forma toda essa questão de planejar é matéria para uma reflexão que não é a que eu quero ter no momento.
acho que só quero mesmo falar sobre a lista. não vou fazê-la também, não agora e nem aqui, mesmo porquê precisaria citar nomes e ainda é melhor não, acho que não estou morrendo...não hoje...espero.
o ponto todo é apenas um agora: estou perdendo tempo. tempo que eu não sei o quanto dura e que eu sei que acaba quando eu menos esperar.
sem discurso de viva hoje porque pode ser q não tenha amanhã, não dá para viver sem esperar, mas simplesmente aproveite um pouco mais a sua idade, as suas oportunidades, seu corpo e sua mente.
se eu não usar biquíni agora com 23 anos, quando vou usar?
um dia vou ser mais gorda e mais caída do que eu sou agora e também vou me achar uma delícia quando eu era o que sou hoje.
tantas coisas por fazer...
[o segredo de brokeback mountain]
eu entendi! o segredo me foi revelado e a única coisa que eu não me canso de repetir agora é: eu vou me mudar para brokeback mountain!!!!
Lindo! Sublime, sincero, visceral e assustador. eu também quero!
um dos melhores filmes dos próximos tempos, com certeza. pelo menos com a temática cansada do amor.
agora eu vou! chega de massacre mental!
leu até o final? teve coragem? comenta então! 14 February Portas Abertas...Ela sentia as coisas dentro da sua cabeça e do seu peito como se estivessem soltas. balançado. indo e vindo sem nenhum sentido aparente.
os sentimentos eram como raios de luz que ofuscavam, apertavam a boca do estômago e iam embora, rapidamente, como se à partir daquela experiência única e particular a porta do auto controle tivesse se aberto. era como se ela pudesse controlar as luzes e a intensidade dos raios.
"não! deixa para lá! é besteira mesmo"
de qualquer forma, ela sabia que havia alguma coisa pronta para explodir. a tensão seguia por todo o seu corpo e antigas preocupações surgiam novamente em função da mudança repentina de comportamento.
com ela foi sempre assim, tira uma peça e coloca instantaneamente outra no lugar.
sai o inquilino do coração, entra a compensação que modifica a sua figura de uma forma desagradável e temerosa.
"parece que a tranqüilidade e a satisfação são mesmo utopias!"
ela seguia tentando acreditar que a porta do auto controle fora aberta para naum mais se fechar, mas sabendo que ela continuava sendo quem ela era, a frustração e a sensação de inacabado continuava alí também. ela não era muito boa em desistir, em impor limites, em parar e enteder que nem sempre se pode ter tudo o que se quer, e principalmente, em se poupar de dores.
não! distância não! em hipótese alguma ela era capaz de surpotar seguir como se nada tivesse acontecido nunca! a regressão na intimidade até alí conquistada não poderia ocorrer de maneira alguma, ainda que fosse por um bem maior.
"ei! é assim, é? naum aparece e de manifesta em duas linhas estritamente profissionais? naum, naum e naum! quero saber o por quê vc age do jeito que age? por quê você fica com medo? por quê não deu para ser?"
Não que isso estivesse causando de fato algum sofrimento, mas fazia parte da natureza dela e ponto.
a natureza dela...algo que sempre a intrigou..."é a minha natureza" ela dizia para si num esforço falido de tentar se aceitar, mas ao mesmo tempo cobrava de si mudanças o tempo todo, adaptações e perdões que muitas vezes se questionava se deveriam ou não ter sido concedidos.
bem, fato era que neste momento, ela precisava dizer coisas, perguntar coisas e aproveitar e contar tudo o q eu se passou, mas não sabia se era certo.
ela estava salva de si por quanto ele não aparecesse por perto.
2 minutos depois, ele apareceu.
saudações, é assim que é, cai! |
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